Woody Allen é um cineasta difícil, pelo menos pra mim. Nunca consigo analisá-lo como se deve, ou chegar a uma conclusão sensata sobre o diretor. Porém, não é algo que insisto em pensar. Afinal, prefiro acreditar no clichê universal que envolve Woody Allen: o cineasta dos relacionamentos, com um roteiro sempre bem trabalhado. É clichê afirmar isso, pois é indiscutível o talento de Woody Allen como diretor e roteirista. Portanto, como definir Woody Allen sem usar o velho clichê? Praticamente impossível e até dispensável. Woody Allen se firmou desta maneira e assim acostumamos a enxergar o diretor. Bem, chegando nesta linha de raciocínio, tenho que ressaltar aquilo o que muitos criticam: a atual fase de Woody Allen como cineasta. O diretor é acusado de estar estagnado em produções menores, sem inspiração e praticamente sem salvação. Nem tanto, já que o seu último filme (Meia-noite em Paris) vem fazendo muito sucesso entre os críticos e o publico. Porém, ninguém parou para pensar que os tempos são outros? E, querendo ou não, tudo muda?
O que estou querendo dizer é: Woody Allen envelheceu, e tomou para si outras questões. Em determinado momento, fazer um filme na velocidade da luz e com diálogos afiados, tenha ficado difícil para Allen. Não creio que ele tenha obrigação de estar sempre com um roteiro aguçado ou tentando se superar. Woody está em um estágio que não precisa provar e nem consolidar este talento. Gosto da atual fase, não a vejo como algo ruim, apenas algo natural para alguém como Woody. "Scoop - O Grande Furo" faz parte dessa atual e difícil fase de Woody Allen. O filme não animou a crítica e nem se firmou como um grande sucesso entre o público. Dos males o menor, o filme não é ruim como afirmam. Diria que, "Scoop" é uma reciclagem de outras ideias de Allen, algo natural já que convenhamos: reciclar ideias faz parte de umas das características de Allen. No filme em questão, ele brinca com o misterioso, flerta com a comédia e tenta um romance. Dos três gêneros, ele sabiamente consegue fazer um bom filme, mesmo que o fator "romance" não seja exatamente ideal para a ideia central. Sendo assim, mesmo que não seja tão funcional, é algo descartável.
Sondra Pransky (Scarlett Johansson) é uma estudante de jornalismo que está em Londres visitando alguns amigos. Nesta viagem, Sondra vai ao show de mágica de Sid Waterman (Woody Allen) e, participando de uma mágica acaba se encontrando com Joe Strombel (Iam McShane) um jornalista renomado que acabara de falecer. O motivo desse encontro? Simples, Joe tenta fugir da morte após descobrir um grande furo de reportagem e encarrega Sondra de tornar isso público com uma grande matéria. Sondra, sendo uma jornalista ávida, segue o conselho de Joe e corre atrás de Peter Lyman (Hugh Jackman) para descobrir se ele é um serial killer. Claro, a bela e ingênua Sondra se apaixona pelo aristocrata. Em meio a isso, mentiras aparecem, Sondra vira Jade Spencer e o mágico vira um milionário petrolífero. Tudo pelo grande furo. Tudo pela verdade. Seria perfeito se, Peter correspondesse a essas dúvidas. O tal serial killer é perfeito em todos os aspectos. E agora Sondra?
Analisando o panorama, não é difícil saber o que acontece em "Scoop". Está certo, mesmo que Allen faça diversas reviravoltas, toda a verdade sobre Peter fica explícita. Pra falar a verdade, o que faltou em "Scoop" foi um personagem mais trabalhado. Peter poderia ter sido mais bem desenvolvido e até mesmo ter uma melhor atuação de Hugh Jackman. O ator, aliás, não está ruim, mas acaba perdendo pontos devido ao roteiro que dá mais atenção para a dupla composta por Allen e Johansson. Falando em Hugh, tenho que destacar o quão sexy está o ator, assim como a sua parceira em cena; Johansson caminha por diversos gêneros e consegue manter a sua sensualidade intacta, sem falar em seu excelente timing cômico. Aqui, Johansson é praticamente um Woody Allen de saias, não é uma tarefa pra qualquer uma. No fim, "Scoop" sai como um bom entretenimento. Um filme simpático como tantos outros do diretor. Clichê, não é?
O que estou querendo dizer é: Woody Allen envelheceu, e tomou para si outras questões. Em determinado momento, fazer um filme na velocidade da luz e com diálogos afiados, tenha ficado difícil para Allen. Não creio que ele tenha obrigação de estar sempre com um roteiro aguçado ou tentando se superar. Woody está em um estágio que não precisa provar e nem consolidar este talento. Gosto da atual fase, não a vejo como algo ruim, apenas algo natural para alguém como Woody. "Scoop - O Grande Furo" faz parte dessa atual e difícil fase de Woody Allen. O filme não animou a crítica e nem se firmou como um grande sucesso entre o público. Dos males o menor, o filme não é ruim como afirmam. Diria que, "Scoop" é uma reciclagem de outras ideias de Allen, algo natural já que convenhamos: reciclar ideias faz parte de umas das características de Allen. No filme em questão, ele brinca com o misterioso, flerta com a comédia e tenta um romance. Dos três gêneros, ele sabiamente consegue fazer um bom filme, mesmo que o fator "romance" não seja exatamente ideal para a ideia central. Sendo assim, mesmo que não seja tão funcional, é algo descartável.
Sondra Pransky (Scarlett Johansson) é uma estudante de jornalismo que está em Londres visitando alguns amigos. Nesta viagem, Sondra vai ao show de mágica de Sid Waterman (Woody Allen) e, participando de uma mágica acaba se encontrando com Joe Strombel (Iam McShane) um jornalista renomado que acabara de falecer. O motivo desse encontro? Simples, Joe tenta fugir da morte após descobrir um grande furo de reportagem e encarrega Sondra de tornar isso público com uma grande matéria. Sondra, sendo uma jornalista ávida, segue o conselho de Joe e corre atrás de Peter Lyman (Hugh Jackman) para descobrir se ele é um serial killer. Claro, a bela e ingênua Sondra se apaixona pelo aristocrata. Em meio a isso, mentiras aparecem, Sondra vira Jade Spencer e o mágico vira um milionário petrolífero. Tudo pelo grande furo. Tudo pela verdade. Seria perfeito se, Peter correspondesse a essas dúvidas. O tal serial killer é perfeito em todos os aspectos. E agora Sondra?
Analisando o panorama, não é difícil saber o que acontece em "Scoop". Está certo, mesmo que Allen faça diversas reviravoltas, toda a verdade sobre Peter fica explícita. Pra falar a verdade, o que faltou em "Scoop" foi um personagem mais trabalhado. Peter poderia ter sido mais bem desenvolvido e até mesmo ter uma melhor atuação de Hugh Jackman. O ator, aliás, não está ruim, mas acaba perdendo pontos devido ao roteiro que dá mais atenção para a dupla composta por Allen e Johansson. Falando em Hugh, tenho que destacar o quão sexy está o ator, assim como a sua parceira em cena; Johansson caminha por diversos gêneros e consegue manter a sua sensualidade intacta, sem falar em seu excelente timing cômico. Aqui, Johansson é praticamente um Woody Allen de saias, não é uma tarefa pra qualquer uma. No fim, "Scoop" sai como um bom entretenimento. Um filme simpático como tantos outros do diretor. Clichê, não é?
Scoop | Woody Allen, 2006

24 de julho de 2011 02:27
Eu respeito você, mas concordo com o Rodrigo, eu admiro muito a capacidade criativa de Woody Allen - ele é mestre! E seus filmes são, sempre, estudo sobre seres humanos...suas relações..fragilidades...indisposições...e tudo de um modo único de se escrever! Esse filme me cativou, acabei de ver! gostei, ainda que seja um dos mais fracos, mas não menos interessante, tem seu mérito! Jackman é sempre...sexy!!!! rs!
abs
24 de julho de 2011 09:09
Pessoal, só uma coisa: Não acho os filmes de Allen "clichê", só estava me referindo ao seu jeito de fazer cinema, o modo que ele ficou conhecido. Eis o clichê. Só estava citando sobre a atual fase do cineasta. Não o acho clichê em nada.
Valeu pelos comentários!
24 de julho de 2011 10:50
Parabens, vou falar algo cliche, o seu texto está perfeito HAHAHA.
O filme é ótimo, Scarlett interpretando Woody de saia está fascinante.
=**
24 de julho de 2011 11:11
Alan, esse filme tb não é o melhor de Allen, muito improvisado, parece q o diretor so fez pq estava apaixonado por Scarlett. Tenta Manhatan ou Noivo Neurotico, noiva nervosa, esses são obras - primas. ABs
24 de julho de 2011 12:44
Alan, compreendi seu primeiro parágrafo e assino embaixo. Quer coisa mais cliché do que exaltar o cinema de Allen? E, sem peso na consciencia, eu me incluo nesse cliché ambulante, já que o tenho pra mim como um dos mais talentosos diretores que já pisaram na Terra, seus filmes, seu senso de humor simplesmente me encantam!
Quanto à sua fase atual, você não poderia estabelece-la melhor quando diz "Woody está em um estágio que não precisa provar e nem consolidar este talento", afinal é meio triste perceber como muitas pessoas têm memória curta. Eu gosto de sua fase atual, gosto mesmo.
MAS sempre tem um pra estragar e esse é "Scoop" HAHA. Confirmei tudo o que disse até agora, mas agora vai parecer um extra paradoxo rs, mas não gostei muito desse filme. É despretensioso, leve, mas muito atropelado. Como vc disse, merecia um tratamento melhores aos personagens e atores melhores idem, porque Johansson está um saco querendo imitar os trejeitos para se consolidar uma típica personagem woodyalliana, como o fez Mia Farrow com tanta naturalidade. Ela é ruim demais e o filme em si credito como um dos mais fracos da filmografia do diretor.
abs!
24 de julho de 2011 14:14
Ainda bem que tomou muito cuidado ao falar do MEU cineasta. hahahahah
Mas enfim, o filme não é grande maravilha, eu sei. Mas convenhamos. Não é melhor que muita coisa que vemos por aí?
Fala sério.
24 de julho de 2011 18:28
Um bom momento do Allen mais recente. Não é genial, mas interessante.
Abraços,
O Falcão Maltês
24 de julho de 2011 22:29
Gente... agora que me dei conta que não assisti esse filme ainda. Sempre o peguei na locadora, mas nunca levei.
Irei fazer isso o mais breve possivel!
25 de julho de 2011 10:16
Reza a lenda que todos os filmes do Woody Allen têm um personagem que seria o seu alter-ego.
25 de julho de 2011 11:12
Uma boa semana, queridissimo!!
25 de julho de 2011 12:58
Preciso colocar esse filme na minha lista de "ver com urgência"!
25 de julho de 2011 16:35
Lembrei de "Match Point" quando bati os olhos nesse cartaz. Dá pra resenhar esse belo filme de Woody Allen? =DD
25 de julho de 2011 22:58
Meu clichê particular para Woody Allen é: mesmo um Woody Allen ruim é melhor que a maioria da produção atual.
Ainda não vi esse, mas to curiosa =)
26 de julho de 2011 01:45
Realmente, é intrigante como algumas críticas recaem sobre este fator 'tempo'; se tudo permanecesse igual - mesmos temas, mesmo estilo de fotograsfia - as criticas a ele também existiriam.
Abraços, tenha uma boa semana :)
3 de agosto de 2011 17:54
Comédia inteligente, divertida com as habituais sátiras do Woody Allen, que parece ter mesmo trocado seu cenário de NY para Londres. Os atores estão ótimos no filme e Scarlett Johansson prova ser o próprio Woody de saias. O filme consegue traçar, inclusive, um engraçado paralelo com matchpoint, apesar ter temática bem diferente. Vale muito a pena conferir